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Projeto Proteca


Projeto de Extensão com objetivo de propor ações que visem a proteção das crianças e adolescentes e a prevenção contra crimes.

www.proteca.ufpr.br

  www.instagram.com/proteca2020


É… a vida das crianças nem sempre foi um mar de rosas, a visão atual se baseia em aspectos históricos antigos e ainda temos muito a melhorar, e para refletir nada melhor do que conhecer como foi essa construção, não é mesmo?

– Na Roma Imperial, cabia ao pai decidir o direito de existência da criança ao nascer, e caso este não a aceitasse, ela era abandonada nas ruas ou em depósitos de lixo. Em Atenas, aos sete anos de idade, muitas crianças eram retiradas de suas famílias e entregues ao Estado para participar de batalhas;

– O sacrifício de crianças era visto como um ato religioso em respeito as divindades, com a própria mitologia reforçando o tratamento dela como um objeto de ciúme (mito de Cronos) ou de vingança (mito de Medeia);

– As primeiras literaturas traziam histórias nas quais as crianças eram abandonadas por seus pais em bosques e campos, para que fossem mortas sem deixas rastros (João e Maria que o digam 😬);

– A partir do século XVI houve o domínio da igreja, que estabelecia a criança como um ser que possuía maldade dentro dela, pois essa nascia de um pecado carnal, e era obrigação dos pais domá-la o mais cedo possível através da punição física (será que reflete alguns aspectos de hoje em dia? 🤔);

– No século XVII ela começa a ser reconhecida como um ser com corpo, linguagem e necessidades diferentes de um adulto, passando a ter roupas, aposentos e alimentação própria (agora sim começa uma evolução 😁 …);

– Entretanto, no século XIX, com o crescimento das cidades e industrias, a partir dos 4 anos de idade a criança já era obrigada a trabalhar em fábricas, sendo as vezes acorrentada para não fugir. (que não durou muito tempo 😔).

Ficou curios@ para saber mais? Se liga nos posts que faremos em parceria com o @proteca2020 😉

Créditos: @educadu93
Referências: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR. ( @proteca2020 )


Continuando… agora vamos conhecer um pouco sobre como ocorreu essa evolução nos direitos da criança em nosso país:

– A partir do descobrimento do Brasil até meados de 1822, as leis de Portugal vigoravam por aqui, com a atuação do Estado e Igreja muito próximos. Desta forma, os padres foram responsáveis por educar as crianças indígenas através de castigos físicos;

– No século XIX com o comércio dos escravos, a expectativa de vida das crianças era de até 10 anos de idade, pois já eram obrigadas a trabalhar desde muito novas. O trabalho era visto como a “melhor escola”;

– O abandono da criança também era muito comum nesse período, tendo sido implantado a “Roda dos Expostos” que se tratava de uma caixa giratória instalada no muro de instituições de caridade, e que servia para deixar a criança naquele local sem ser identificado (e pasmem: ela só foi abolida em 1950 😲);

– Com a criação da Constituição de 1934, começou a elaboração de normas de amparo à criança, proibindo o trabalho de menores de 14 anos;

– Em 1959 houve a criação da Declaração dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, prevendo especial proteção, com direito a alimentação, moradia, cuidados médicos adequados, entre outras melhorias. Porém, no Brasil, parte dessa evolução ocorreu apenas na década de 70, com a aprovação do Código de Menores;

– Os anos 80 foram marcados por diferentes movimentos sociais, direcionando a proteção à criança. Esses movimentos responsabilizavam a sociedade como um todo, alguns exemplos foram o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, o Movimento A Criança e a Constituinte, entre outros;

– Em 13 de julho de 1990, foi aprovado o Estatuto da Criança e do Adolescente garantindo a proteção integral dos direitos à saúde, educação, alimentação, cultura e dignidade. A partir deste, leis específicas foram criadas e aprimoradas com o objetivo de assegurar a execução desses direitos.

– É.. o processo foi demorado e está em constante evolução, no que se refere à proteção da criança e adolescente, diferentes ameaças surgem todo dia comprometendo a integridade dos direitos assegurados, cabendo a toda sociedade trabalhar em conjunto.

Continue ligad@ na nossa página, toda terça-feira terá conteúdo sobre esse tema tão importante. Os post são realizados em parceria com o @proteca2020.

Créditos: @educadu93
Referência: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR (@proteca2020).


Olá seguidor@… se você pensou que acabou, se prepara que as postagens anteriores foram só o começo!

Hoje vamos trazer informações sobre o uso da nossa tão querida internet durante a infância e adolescência.

A internet pode ser um fator de diversos problemas se usada de maneira indevida.
– Se pararmos para observar, a cada dia vemos menos crianças brincando e interagindo ao ar livre (e não só devido a pandemia, mas muito antes dela).
Segundo dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil, cerca de 86% de crianças e adolescentes (9 a 17 anos de idade) utilizam a internet;

– O acesso aos meios de tecnologia de informação e comunicação (TIC’s) ocorre cada vez mais cedo. Esse uso precoce nos dá a impressão de que hoje as crianças estão cada vez mais “espertas”, entretanto não podemos esquecer que elas não têm capacidade de compreensão para fazer escolhas e arcar com consequências, como os adultos;

– O Marco Civil da Internet, regulamentado em 2014 (Lei nº 12.965) determina que para um uso seguro deve haver controle e vigilância dos pais e responsáveis. Entretanto, muitos pais demonstram estar muito mais envolvidos com a tecnologia não percebendo o uso desenfreado pelos seus filhos;

– O ambiente virtual nos proporciona algo atrativo e recompensador. Por exemplo, as redes sociais são bem sedutoras, pois através das “curtidas” e elogios em fotos ou mensagens, um mecanismo de recompensa é ativado, o que em longo prazo pode levar ao aliciamento da criança e do adolescente;

– A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) adverte que a exposição em excesso traz reflexos na saúde, tais como problemas de visão, audição, posturais, e prejuízos na aprendizagem. Em relação a saúde mental, há um aumento nos casos de ansiedade, depressão e isolamento, associados a distúrbios alimentares e tentativa de suicídio. (A SBP lançou em 2019 um manual com orientações de uso correto da internet, se interessou? O link está nos comentários).

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Créditos: @educadu93
Referência: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR (@proteca2020).

(https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sociedade-brasileira-de-pediatria-lanca-manual-com-orientacoes-sobre-uso-de-telas-e-internet/)


Olá novamente leitor@, no post de hoje iremos abordar o quanto a inocência e a ingenuidade da criança e do adolescente pode deixá-la vulnerável e exposta a situações de risco no meio digital.

– A grande maioria dos aliciadores (pessoas que usam a sedução para contatar crianças pela internet) tem como objetivo obter benefícios sexuais. Aproximam-se através das redes sociais, chats em jogos, se passando por alguém da mesma idade, com gostos e preferências da criança. Após esse primeiro contato, a confiança da criança e do adolescente aumenta e então o aliciador começa a pedir favores sexuais (vídeos, fotos);

– O mundo digital tem se tornado algo atrativo e sedutor para a criança e adolescente. Em plataformas como Youtube e Facebook, crianças podem produzir conteúdo e até receber dinheiro pela publicidade gerada. Essa forma de retribuição financeira, acaba se tornando uma forma de trabalho infantil, a qual aparentemente é aceitável pela sociedade;

– A criança e o adolescente estão em um processo de construção de identidade, a influência da mídia com o estabelecimento de padrões e tendências pode estimulá-las a reproduzir hábitos e comportamentos de adultos mais cedo, que prejudiquem sua saúde física e mental;

– A prática dos desafios perigosos (ex: desafio do desmaio, muito popular em 2016/17) é um exemplo dessa reprodução de comportamento em busca de uma atenção no meio digital, entretanto em casos de desafios muitos são acompanhados de um risco, o qual pode ser até fatal.

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Créditos: @educadu93.

Referência: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR (@proteca2020).


Olá, leitor@. No post de hoje iremos conhecer algumas estratégias adotadas por empresas e sites para ajudar no controle do acesso a conteúdos inapropriados e exploração de imagens de crianças e adolescentes na internet, bora fazer a leitura? 😉

-O estatuto da criança e adolescente descreve, como dever de toda a sociedade, a proteção e prevenção da violação dos direitos à infância, ou seja, cabe a todos nós ajudar na construção de um ambiente digital cada vez mais seguro;
– Na internet as crianças e adolescentes podem se deparar com uma situação de risco em algum momento da sua jornada virtual e se envolver em um “cybercrime”;
– Cybercrime é um termo que define a prática criminosa como aliciamento, exploração sexual e divulgação de imagens através da internet;
– Plataformas e desenvolvedores digitais já começaram a investir na criação de recursos para inibir algumas práticas criminosas na web, um exemplo é o programa PhotoDNA criado pela Microsoft ™. O programa consegue encontrar imagens semelhantes em uma imensidão de bancos de imagem, sendo muito útil na descoberta de casos de pornografia infantil;
– É muito importante que o adulto ou responsável, ao permitir o uso de plataformas de redes sociais por exemplo, faça a leitura dos termos de uso e regras daquele site. É comum encontrarmos perfis de crianças muito novas sendo que geralmente a idade mínima nos termos é a de 13 anos de idade. Sabemos da facilidade com que as informações podem ser distorcidas para se burlar essa barreira, entretanto a vigilância de pais e responsáveis é fundamental.

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Créditos: @educadu93.
Referência: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR
(@proteca2020).


Olá leitor@, no post de hoje iremos abordar um assunto muito sério, a violência sexual contra a criança e o adolescente, um tema que será abordado em diferentes posts com o intuito de conscientizar sobre esse problema de saúde pública, bora fazer a leitura?

– A violência sexual infanto-juvenil é considerada um grave problema de saúde pública, podendo ser descrita como a ocorrência de eventos com ou sem contato físico na qual atividade sexual é cometida contra a criança ou adolescente por meio de ameaças, força, intimidação e manipulação. Alguns exemplos desses atos são: as carícias, toques e relações sexuais, exibicionismo entre outros;

– Na lei Brasileira, a violência sexual infanto-juvenil é caracterizada como um crime que pode ocorrer de forma presencial ou através de meios eletrônicos e a pena pode variar de 8 a 15 anos, conforme a gravidade dos atos cometidos;

– Dados da prevalência desse fenômeno no Brasil são pouco encontrados, mas de acordo com a ONG SaferNet (@safernetbr), estima-se que mensalmente cerca de mil novos sites de pornografia infantil são criados, tendo como vítimas principalmente a faixa etária entre 9 e 13 anos de idade. O Brasil se encontra em sétimo lugar do ranking internacional de denúncias de pornografia infantil;

– Apesar de não se tratar de uma doença, propriamente dita, diversos estudos apontam o desenvolvimento de problemas físicos e mentais relacionados a vivência da violência sexual, tais como: uma maior propensão ao abuso de drogas, quadros de baixa autoestima, depressão, ansiedade, automutilação, entre outros.

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Créditos: @educadu93.
Referência: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR (@proteca2020).


E ai leitor@, que bom ter você conosco e no post de hoje iremos continuar a abordagem sobre a violência sexual que acomete a criança e adolescente. A violência sexual segue a dinâmica proposta por Furniss (1991) e descrita por Hohendorff e colaboradores (2017), em fases, que vamos conhecer agora:

– Fase de preparação: onde se inicia o contato e aproximação do agressor com a vítima, sendo que este procura estabelecer uma relação de confiança através da gentileza, oferecendo benefícios para seduzir a vítima;
– Fase de episódios: o contato sexual se inicia, mas de forma menos invasiva e discreta, sem que a criança perceba como uma ameaça ou evento abusivo. Os eventos passam a ocorrer de forma mais frequente se tornando mais intrusivos com o passar do tempo. Se iniciam com um “ritual de entrada” no qual o agressor evita contato visual se aproveitando de ambiente isolados, e após o ato terminar são comuns a ocorrência de ameaças para estimular o silêncio e o segredo;
– Fase de silenciamento: pode durar de dias a anos e com o passar do tempo a criança ou adolescente percebe que o que está ocorrendo não é normal, e a partir daí inicia um desejo em revelar o “segredo”, desta forma o agressor aumenta as ameaças e barganhas para que o silêncio seja mantido;
– Fase de revelação e repressão: a vítima finalmente revela a agressão sofrida, entretanto muitas vezes os adultos não acreditam no relato levando a não resolução do problema, e pior.. a vítima pode alegar que o evento não aconteceu, levando a se sentir reprimida;

– Fase de superação: na última fase, a vítima é finalmente ouvida e as redes de proteção são acionadas para conduzir corretamente o atendimento que deve ser prestado. Com o passar dos anos, a vítima pode finalmente conseguir superar as consequências do abuso.

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Créditos: @educadu93.
Referência: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR
(@proteca2020).


E ai leitor@, que bom ter você conosco e no post de hoje iremos continuar a abordagem sobre a violência sexual que acomete a criança e adolescente. A violência sexual segue a dinâmica proposta por Furniss (1991) e descrita por Hohendorff e colaboradores (2017), em fases, que vamos conhecer agora:

– Fase de preparação: onde se inicia o contato e aproximação do agressor com a vítima, sendo que este procura estabelecer uma relação de confiança através da gentileza, oferecendo benefícios para seduzir a vítima;

– Fase de episódios: o contato sexual se inicia, mas de forma menos invasiva e discreta, sem que a criança perceba como uma ameaça ou evento abusivo. Os eventos passam a ocorrer de forma mais frequente se tornando mais intrusivos com o passar do tempo. Se iniciam com um “ritual de entrada” no qual o agressor evita contato visual se aproveitando de ambiente isolados, e após o ato terminar são comuns a ocorrência de ameaças para estimular o silêncio e o segredo;

– Fase de silenciamento: pode durar de dias a anos e com o passar do tempo a criança ou adolescente percebe que o que está ocorrendo não é normal, e a partir daí inicia um desejo em revelar o “segredo”, desta forma o agressor aumenta as ameaças e barganhas para que o silêncio seja mantido;

– Fase de revelação e repressão: a vítima finalmente revela a agressão sofrida, entretanto muitas vezes os adultos não acreditam no relato levando a não resolução do problema, e pior.. a vítima pode alegar que o evento não aconteceu, levando a se sentir reprimida;

– Fase de superação: na última fase, a vítima é finalmente ouvida e as redes de proteção são acionadas para conduzir corretamente o atendimento que deve ser prestado. Com o passar dos anos, a vítima pode finalmente conseguir superar as consequências do abuso.

Continue ligad@ na nossa página, toda terça-feira terá conteúdo sobre esse tema tão importante. Os post são realizados em parceria com o @proteca2020.

Créditos: @educadu93.

Referência: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR (@proteca2020).


Olá leitor@, no post de hoje iremos apresentar algumas estratégias adotadas no Brasil com o foco na ampliação da garantia de direitos e proteção à criança e ao adolescente. Bora conhecer um pouco mais sobre o tema?

– No Brasil, com o estabelecimento do “Estatuto da Criança e Adolescente” (ECA) a partir da Lei nº 8.069/90, as diferentes formas de violência sofridas por esse grupo passaram a ganhar maior interesse público. Neste sentido, diferentes serviços, tais como o “Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente” e os “Centros de Defesa da Criança e do Adolescente” foram criados para desenvolver estratégias de prevenção e atender as vítimas de violência sexual;

– No ano de 2000 houve a criação do “Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes” com o objetivo de planejar ações com suporte técnico e financeiro para a proteção de crianças e adolescentes da violência sexual;

– A notificação obrigatória da violência sexual é uma estratégia adotada por vários países, e no Brasil desde o surgimento do ECA já se prevê a comunicação dos maus tratos para o Conselho Tutelar. Os profissionais da saúde e da educação têm papel fundamental nessa ação, pois muitas vezes possuem acesso a informações privilegiadas sobre a situação de violência;

– Serviços como o Disque Denúncia (Disque 100), que funciona desde 2006, também pode ser acessado para se realizar o encaminhamento de casos de violência contra crianças e adolescentes, desaparecimento e tráfico de pessoas;

– Na era digital encontramos desafios maiores ainda, pois o acesso a conteúdos sem supervisão predispõe ao contato com aliciadores (prática denominada de “grooming”) e a exposição a conteúdos sexuais. Desta forma, casos de violência sexual podem passar desapercebidos pela criança e adolescente, pois muitas vezes o aliciador busca normalizar o comportamento inibindo o controle da vítima sobre a situação.

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Créditos: Carlos Eduardo dos Santos.

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E ai leitor@, no post de hoje será apresentando mais informações sobre a violência sexual. Nesse sentido, conhecermos sobre o agressor é fundamental para entender melhor como e onde ocorre esse tipo de violência, bora lá?

– Antes de tudo, precisamos entender o que é a violência sexual, que é definida como qualquer ato que cause constrangimento a criança ou adolescente seja através da prática ou visualização de ato sexual ou libidinoso, assim como pela exposição de seu corpo em foto ou vídeo por meios digitais ou não. Quando se trata do termo abuso, o ato tem a finalidade de estimular sexualmente a pessoa que comete ou terceiros;

– O abuso sexual infantil (ASI) geralmente ocorre em ambiente familiar, sendo grande parte dos agressores pessoas que atuam como cuidadores da criança ou adolescente, construindo assim uma relação de confiança e cuidado com a vítima;

– O ASI não ocorre somente através do ato sexual com penetração ou apenas por indivíduos do sexo masculino. Na grande maioria dos casos, toques ou caricias são a forma mais comum, pois não deixam marcas físicas. Apesar de em menor quantidade, há casos onde o agente é do sexo feminino;

– É comum pensarmos que o agressor tem como características ser alguém malvado, triste ou uma vítima sexual no passado. Entretanto, não há um perfil específico para o agressor, podendo ser pessoas gentis e amáveis, fora de qualquer suspeita;

– Há uma diferença entre o pedófilo e o agressor. A pedofilia é um transtorno mental (CID F.65.4) não se constituindo um crime por si só, enquanto não for cometido ato contra a criança e/ou adolescente, sendo comum que a ação só ocorra a partir de situações geradoras de grande estresse. Já os agressores sexuais podem ou não ser pedófilos, pois estes se utilizam de barganhas e do envolvimento emocional da vítima para obter satisfação sexual.

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Créditos: Carlos Eduardo dos Santos.

Referência: Ebook no prelo elaborado pela equipe do PROTECA-UFPR (@proteca2020).


Olá leitor@, no post de hoje iremos abordar alguns sinais que podem (ou não) estar presentes na criança ou adolescente vítima de violência sexual e que precisamos estar atentos para identificar, bora lá?

– Na ocorrência de violência sexual, alguns sinais podem ser apresentados pelas crianças e adolescentes, entretanto não são obrigatórios, e assim a observação e conversa se faz fundamental;

– Em crianças, alterações como ansiedade, pesadelos, comportamento agressivo e sexual inapropriado podem se fazer presentes. Nos adolescentes a depressão associado a comportamento suicida, isolamento, atos ilegais e uso de drogas ilícitas são sinais comuns de que algum problema está acontecendo;

– Com relação as consequências da violência, fatores como a idade da vítima, a relação com o agressor (por exemplo, se é alguém próximo como pai, tio, entre outros), o tempo do ocorrido e gravidade do abuso. Estudos apontam que quanto mais nova a criança, mais chances de ela desenvolver uma amnésia psicogênica e não lembrar do abuso ocorrido;

– O sentimento de culpa pode acompanhar a vítima, sendo uma das explicações devido a estimulação de áreas em que ela sente prazer, e assim ela se sente culpada pela sensação que o ato provoca. Todavia, não significa que ela está gostando do toque, mas sim que isto é uma resposta biológica do próprio corpo;

– O desenvolvimento da criança e adolescente também sofre prejuízo, pois esta é exposta a situações em que são necessárias uma maturidade biológica e psicológica, a qual ainda não se possui. Desta forma, fique atento a comportamentos que não são esperados para a idade, tais como a masturbação em público, toques em outras crianças, falas de cunho sexual repetidamente;

– O enfrentamento da violência é muito singular, ou seja, cada vítima irá lidar de uma forma diferente com o abuso sofrido pois o suporte recebido por ela e a capacidade de resiliência é diferente para cada um.

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Créditos: Carlos Eduardo dos Santos.

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Olá leitor@, e logo hoje que marca o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” vamos falar sobre os cibercrimes, principalmente os que envolvem a criança e o adolescente, bora lá?

– Mesmo com tantos benefícios oferecidos pela internet, é inegável que o seu uso para cometer crimes também é uma realidade. De acordo com a Norton Cyber Security (2017) o Brasil passou a ser o segundo país com o maior número de crimes cibernéticos, dentre eles o tráfico de drogas, extorsão, roubo de informações e a disseminação da pornografia infanto-juvenil;

– O anonimato proporcionado pela internet possibilita que pedófilos do mundo todo criem grupos para compartilhar fotos, vídeos, experiências e até formas diferentes de realizar os abusos.

– O fato de consumir o material de pornografia infanto-juvenil não difere em gravidade da pessoa que realiza o ato fisicamente, pois é tão grave quanto já que esse consumo estimula a produção de fotos e vídeos, gerando lucro ao abusador;

– No Brasil, o Estatuo da Criança e do Adolescente contem artigos específicos contra crimes cometidos através da rede mundial de computadores, abordando desde o ato de assistir pornografia infantil até assediar ou constranger criança, para fins de atos sexuais, através da internet;

– De acordo com a pesquisa da TIC Kids Online Brasil (2018) cerca de 86% da população entre 9 a 17 anos de idade utiliza a internet no país, sendo o celular o principal meio. Embora tenha o seu lado positivo por permitir acesso a diferentes conteúdos e informação, também representa um risco a exposição a materiais inadequados.

– Uma matéria no The New York Times (2019) revelou que as empresas de tecnologias registraram mais de 45 milhões de fotos e vídeos de crianças vítimas de abuso sexual. O acesso do abusador a criança e adolescente é facilitado através da internet.

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Créditos: Carlos Eduardo dos Santos.

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Olá leitor@, no post de hoje iremos discutir sobre a prática do bullying, especialmente aquele que ocorre através de meios digitais, chamado de cyberbullying. Bora lá?

– O termo “bullying” se relaciona a agressões físicas, verbais e/ou psicológicas que acontecem de forma repetitiva. Pode envolver a atuação de apenas uma pessoa ou grupos que buscam humilhar, intimidar e xingar a vítima se baseando na aparência dela, comportamento, classe social e outros aspectos que não são considerados “padrão” para a sociedade. A associação da palavra “cyber” se refere a ocorrência deste através de meios virtuais;

– A Lei Brasileira (nº 13.185/2015) específica o que é o bullying considerando diferentes formas de ocorrência desta agressão, tais como: apelidos pejorativos, expressões preconceituosas, isolamento social consciente e comentários repetidos, entre outros;

– A ocorrência do cyberbullying é agravada pelo fato de que se torna mais difícil para a vítima evitar o contato com o agressor, pois este pode se utilizar de redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens para proferir seus ataques. O agressor pode criar perfis falsos (fakes) que dão a falsa sensação de anonimato e proteção;

– Diversas pesquisas realizadas identificaram que a prática de bullying e cyberbullying podem afetar a saúde mental das vítimas induzindo a quadros de ansiedade, depressão, baixa autoestima, entre outros;

– O Cyberbullying mesmo sendo menos frequente que a prática tradicional, está muito associada à utilização de mensagens de texto ou telefonemas e apresenta efeito comparativo ao bullying que ocorre fora do meio digital.

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Créditos: Carlos Eduardo dos Santos.

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